Rua Alcides Pertiga, 40
Jardim Paulistano
São Paulo - SP
11 98288-9955

quinta-feira, 3 de novembro de 2011


Amor Não Correspondido
Unrequited Love

Levou à criação e produção de grandes peças musicais, de óperas a canções populares, obras poéticas e literárias. Através da dor e do sofrimento, artistas souberam mergulhar nessa dor e sair dela com peças de peso, que tocam nossos espíritos e mexem com nossos sentimentos, muitas vezes de formas indefinidas.

Para todos nós, não contemplados por dotes artísticos diferenciados, resta-nos a alternativa de fazermos o mergulho em nosso próprio mundo mental, e observar o que nos leva à dor e ao sofrimento dos amores não correspondidos.

Quer falemos de um relacionamento já existente, quer falemos de nosso interesse por alguém que simplesmente não nos enxerga, tudo se passa de forma similar. Afinal, o quê perdemos, ou o quê não obtemos ao sermos rejeitados pelo outro?

Estamos falando da tristeza que decorre da perda de alguém por quem nutrimos sentimentos de complementaridade, compaixão, afeto, ou falamos de dores que decorrem de uma ferida pessoal, narcísica mesmo? Não há juízo de valor aqui.

A resposta não é trivial e imediata como somos tentados a supor e requer coragem para enfrentar questões pessoais complexas e difíceis. Se optarmos pela resposta inadequada, seremos levados a estados de melancolia persistente e a repetições de comportamentos os quais, no limite, podem se tornar compulsivos. A incessante busca por alguém é apenas uma dessas repetições, que mais marcam a contemporaneidade.

Por outro lado, se arriscamos e fazemos esse mergulho em nosso mundo mental, concedemo-nos a oportunidade de regressarmos à tona com nossa própria música, nossa própria composição, de autoria do analisando em parceria com seu analista. E tal composição passará a fazer parte da trilha sonora de nossa vida.

Um comentário:

  1. Muito bom! A rejeição amorosa sempre irá esbarrar na ferida narcísica. Mas até o vazio gerado pela frustração, pode ser produtor de reflexão, autoconhecimento e crescimento. Pois se não advém da falta a composição do nosso desejo, e para ele voltamos nosso olhar, de que outra fonte viria justamente essa força de renascer das cinzas e se reconectar consigo mesmo?

    ResponderExcluir