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sexta-feira, 13 de abril de 2012

A Destrutividade da Depressão


Temos a tendência, tanto nós, individualmente, como a sociedade, a desprezar a depressão ou considerá-la apenas como tristeza excessiva ou resultado do estresse (falso, embora possa haver correlação em certos casos). A depressão é mais séria do que isso porque ela nos afeta de tal maneira sub-reptícia que nos focamos em destruir tudo aquilo que temos e fizemos de bom. A depressão atua no sentido de paralisar e desintegrar, podendo levar à morte. E esta morte pode não ser necessariamente a do corpo físico; pode ser, e penso que é em alguns estágios do transtorno, e em alguns casos em particular, a morte de coisas e objetos bons; de valores, competências, capacidades e potencialidades. O objetivo é anular tudo isso.

Além do foco na destruição, a depressão também embota o raciocínio e faz com que não nos apercebamos das reais intenções desse mal. Já ouvi relatos de pacientes deprimidos que se referem a seu estado como “a vida em branco e preto”, “estar envolvido por uma esfera gosmenta, opaca”, “estar envolto em nuvens cinzentas e carregadas”. Assim, agimos com impulsos destrutivos de forma inconsciente, sem o saber ou mesmo suspeitar. Um exemplo disso é não tomarmos conta da saúde, deixarmos de fazer coisas que sabemos serem vitais para a vida e para o trabalho, e/ ou adotarmos posturas que prejudicam nossos relacionamentos pessoais, familiares, profissionais e conjugais.


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