A parceria entre Arte e Psicanálise é muito rica; talvez pelo fato
da Psicanálise ser também, a seu modo, uma expressão artística, criada no
universo particular, e singular, de dois inconscientes que se encontram num
determinado setting.
Schopenhauer, em O Mundo como Vontade e Representação, sua obra
máxima, considerou a Música como a Arte absoluta, não sujeita a subjetivação. Creio que ele tinha em mente compositores como Beethoven.
Nada nos impede, no entanto, de enquadrar o mais variados tipos de Música dentro
do belíssimo conceito elaborado por Schopenhauer. Precisamos apenas observar que se
trata de Música.
O tema de The Thomas Crown Affair, composto por Michel Legrand, em
1968, para a primeira versão do filme, ilustra bem esse ponto de vista, seja
pela composição, seja pela letra, escrita por Marilyn & Alan Bergman
(aliás, a canção venceu - mais do que merecidamente - o Oscar naquele ano).
Round, like a circle in a spiral
Like a wheel within a wheel.
Never ending or beginning,
On an ever spinning wheel
Like a snowball down a mountain
Or a carnaval balloon
Like a carrousel that's turning
Running rings around the moon
Like a clock whose hands are sweeping
Past the minutes on it's face
And the world is like an apple
Whirling silently in space
Like the circles that you find
In the windmills of your mind
Muitos intérpretes gravaram The Windmills of Your Mind. De todos, Barbra Streisand, em seu recente What Matters Most, talvez tenha sido a que melhor unificou música e letra, numa interpretação melancólica, brilhante. Altamente recomendado.
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